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A inteligência é o melhor atalho

Nesta semana, viralizou no Twitter um vídeo onde Pep Guardiola analisa uma atuação do craque Lionel Messi. O treinador espanhol, com ar de encantamento, fala sobre o ex-comandado com carinho e admiração. Um gênio fora das quatro linhas explicando o pensamento de um gênio dentro delas!



Além do claro carinho pessoal que Guardiola guarda por Messi, o vídeo mostra o fascínio do treinador do Manchester City por pontos-chave do jogo do argentino. O texto de hoje parte

de um princípio explicitado por Pep neste trecho.


A atuação de Messi chama a atenção pela forma como ele se comporta em campo. Fica claro que o camisa 10 do Barcelona é tão inteligente e interpreta tão bem seus arredores que simplesmente não precisa correr desenfreadamente para ter uma atuação genial.


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Dentro de campo, a inteligência é o ponto de partida. Um bom trabalho mental diminui o impacto na parte física, otimiza a tática e tira o melhor da técnica.


Coletar e interpretar as informações da partida com agilidade é fundamental. Muitas vezes um jogador parado faz esta observação de forma melhor e mais eficaz do que um que corre o campo todo durante 90 minutos sem parar.


Intensidade não é só correr! A parte mental auxilia na tomada de decisões e, com todas as informações - possibilidades de jogada; posicionamento da bola, dos adversários e dos companheiros de equipe; postura e orientação corporal - à disposição, o atleta é mais eficaz.


Há uma diferença clara entre olhar e enxergar. Vamos a um exemplo simples...


Se nós, professores de futebol, olharmos para uma parede, enxergaremos uma coisa. Se um(a) arquiteto(a) olhar para a mesma parede, vai enxergar uma série de detalhes mais complexos. Se um(a) engenheiro(a) também olhar para a mesma parede, vai enxergar um outro conjunto de detalhes e informações.


A diferença é grande. O olhar é complementado por experiências diversas - formação, vivências passadas, até pela posição de quem observa. E tudo isso influencia na forma como se enxerga. Funciona para uma parede, para uma obra de arte... e para o futebol!


Nosso trabalho é para que, com experiências e vivências, os atletas consigam se relacionar melhor com as demandas do jogo. Melhor e não mais. Qualidade no lugar de quantidade. Quando uma equipe é estabelecida num ambiente em que as inúmeras formas de perceber são estimuladas (nunca inibidas), poderá estar alguns passos à frente do oponente.


Esse assunto nos faz pensar na importância do pensamento divergente...mas deixamos isso para um próximo texto.